Archive for the ‘geral’

Programação de atividades com as comunidades quilombolas – Araçuaí -Vale do Jequitinhonha11.12.10

detalhes sobre as atividades com as comunidades quilombolasclique no link e veja maiores detalhes sobre a programação

Posted in geralwith No Comments →

Preparação da equipe que vai trabalhar com as Comunidades Quilombolas11.09.10

Dia 04 de outubro realizou-se a oficina de formação de lideranças multiplicadoras que participarão em articulação, coordenação e assessoria durante o período de execução do projeto. A oficina constou também com a participação de boa representação das comunidades quilombolas que são beneficiadas nesse processo. Participaram as Comunidades dos grupos dos Baús do bairro Pipoca, Grupo do Arraial dos Crioulos, Bairro Arraial, Ponte do Gravatá(Comunidade Rural)Lideranças de Entidades e pastorais que estão contribuindo com o processo, Pastoral dos migrantes, Comissão pastoral da Terra, paróquia de Minas Novas, STRs de Araçuaí (através da comissão de mulheres trabalhadoras rurais) e Associações locais, estudantes, representantes de trabalho com juventude e assistência social e migrantes de Novo Cruzeiro.
Alguns participantes

A oficina iniciou com apresentação das (dos) participantes sendo 22 pessoas sendo maioria mulheres, 5 homens e 17 mulheres em idades diferenciadas ,boa representação jovem.Na apresentação as comunidades já foram trazendo elementos de sua cultura pelos versos, músicas e trabalho.

Após apresentação foi feita uma fala da proposta já bem definida devido ao processo de articulação que vem sendo feito através das visitas e encontros com as comunidades locais.

Após essa abertura e apresentação da proposta foi feita uma conversação sobre a importância do trabalho e também junto a discussão já foi sendo introduzida a temática da oficina (apresentada por José Carlos pereira Carlinhos) Junto a apresentação do tema complementado com as experiências das comunidades presentes que enriqueceram muito trazendo entusiasmo. Sempre o tema foi muito permeado pelas experiências prática das comunidades quanto a resistência, teimosia, realidade, gênero perpassou toda oficina, a questão de território, documentação, identidade, o que é ser quilombola, o que não.

Após essa apresentação um filme de uma experiência quilombola do maranhão que trouxe para a discussão em debate. As questões parecidas com as participantes como: Econômica, documento de terra(território, identidade quilombola, cultura, religiosidade, questões de gênero e político.

Após o rico debate voltando as experiências concretas das comunidades, as semelhanças, se identificaram muito com o filme, saíram para um trabalho em grupo.

Colocarem 5 ações que as comunidades desejam trabalhar antes discutindo o que existe já como caminho percorrido nessas comunidades, que ações é importante priorizar. Foram 3 grupos. Criar intercambio entre as Comunidades para as trocas de experiências e fortificar a identidade Quilombola, trabalhar a questão território e direitos, trabalhar memória e identidade Quilombola, conquista de espaços, atuarem como sujeitos, trabalhar geração de renda, grupos de mulheres, trabalhar com crianças e jovens desde agora a identidade quilombola, trabalhar a cultura

Após a plenária foi exibido um filme da Comunidade dos Baús, (Pipoca) Toda a vida da Comunidades. Suas historias, identidade baú, as danças, a comida, os produtos produzido pela comunidade.

A seguir poesias criadas pelo grupo Arraial dos Crioulos trazendo a sabedoria popular e a realidade do grupos feito por mulheres.A oficina encerrou com uma avaliação onde todos se viram identificados, suas historias e lutas muito forte.

Como ação as e os participantes saíram com a proposta de levar para a comunidade a experiência, que será no período de durante o mês de agosto onde de acordo com as ações de cada comunidade vão priorizar a proposta com a comunidade local. Em Novembro as oficinas serão realizadas nas comunidades envolvidas.

José Carlos

Posted in geralwith No Comments →

Vale do Jequitinhonha, MG – Conflitos Agrários aumentam e direitos humanos estão sendo pisados11.08.10

Os conflitos agrários no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, têm ocorrido desde datas imemoriais, perpetuando-se uma cultura de violência imposta pelos grupos dominantes contra todos aqueles que em situação de exclusão e pobreza se organizam e lutam em busca da garantia de seus direitos constituídos e pela melhoria da qualidade de vida. Quem luta é reprimido e ameaçado. Nesta região, impera a concentração de terra nas mãos de poucos latifundiários. O latifúndio improdutivo e a monocultura do capim – extremamente danosa ao meio ambiente – têm causado sérios problemas sociais relacionados à posse e ao manejo da terra.
A “política da ausência” do estado sempre prevaleceu na região, perpetuando a pobreza, exclusão e desigualdade social. Em função desse cenário os Movimentos de Luta pela terra vêm organizando os trabalhadores(as) na luta pela conquista da terra, causando assim, a reação contrária dos latifundiários, muitas vezes, de forma violenta. Mesmo assim, os trabalhadores(as) continuam resistindo na luta, em busca da “Terra Prometida”. Há acampamentos que existe a mais de 10 anos, esperando a desapropriação e o assentamento das famílias, devido à morosidade e a ausência do INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Também denunciamos a morosidade do poder judiciário, que vem emperrando processos de desapropriação de propriedades que iriam beneficiar centenas de famílias de trabalhadores rurais sem-terra. Isso contribui para a continuidade da insatisfação e conseqüentemente a para violência.
O Acampamento Amaralina é um destes casos. Há mais de onze (11) anos os trabalhadores(as) rurais organizados pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Almenara (FETAEMG) e com o apoio da CPT – Comissão Pastoral da Terra -, vem lutando pela desapropriação da fazenda Amaralina. Muitos conflitos aconteceram no início. Os trabalhadores(as) desocuparam a propriedade por um tempo, devido o conflito, e há 04 anos reocuparam a propriedade para pressionar os órgãos competentes a dar continuidade ao processo de desapropriação que está paralisado na Justiça Federal, ou mesmo, a aquisição do imóvel pelo INCRA, mas até o momento nada foi concretizado.
Nos últimos meses os trabalhadores(as) vêm relatando que estão recebendo ameaças de despejos e, em alguns momentos, ameaças de morte, vindas do sr. Euvaldo Fernandes Neves, um dos herdeiros do espólio de Otelino Neves, causando medo e insegurança nas famílias que vivem neste referido acampamento trabalhando e garantindo a sustentabilidade. Segundo as famílias acampadas, no dia 14 de agosto de 2010, o Sr. Euvaldo Fernandes Neves esteve na propriedade e comentou a um morador da propriedade, o Sr. Valmir Matias de Oliveira, que: “o que deveria ser feito com Sem-Terra, era o mesmo que aconteceu com outros”. Acredita-se que ele estaria referindo ao acontecimento de Felisburgo, MG, onde foram assassinados 5 trabalhadores Sem Terra do MST, em 20 de novembro de 2004. Isto é evidente, porque o Sr. Valmir M. de Oliveira comentou que o mandante estava preso. O Euvaldo respondeu: “está preso, porque o mesmo é burro”. Diante, destes e outros acontecimentos, os trabalhadores registraram ocorrência/representação contra o Euvaldo F. Neves, como consta no BOPC/REPRESENTAÇÃO, no: 1053/10 na 44a Delegacia Regional de Polícia Civil.
A CPT alerta ao Governo Federal, ao INCRA e ao Poder Judiciário e as autoridades que o conflito agrário em Almenara e tantos outros que ocorrem no Vale do Jequitinhonha só será superado com reforma agrária efetiva, o que implica desapropriar muitos latifúndios na região e assentar as famílias do Acampamento Amaralina e centenas de famílias sem-terra que lutam por um justo e sagrado direito: acesso a terra.
Diante desses fatos, REPUDIAMOS a violência e CONCLAMAMOS a todas as pessoas de boa vontade, as entidades de Direitos Humanos, Igrejas e movimentos sociais a se solidarizar com causa tão justa das famílias do Acampamento Amaralina. Lutamos por uma reforma agrária popular como instrumento para construção de justiça social com sustentabilidade ecológica.

Posted in geralwith No Comments →

  • You Avatar